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Carlos Fernando Rego Monteiro
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Tênis
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A palavra tênis vem do francês tenez, dita em voz alta antes de o jogador dar o saque. A criação do jogo é creditada ao major inglês Walter Clopton Wingfield, que no ano de 1873, em serviço na Índia, estudou os jogos longue paume, court paume e royal tennis, alterando e unindo suas regras. Em 1874, devido ao sucesso da nova diversão na Índia, ele patenteou o jogo, publicando o livro de regras New and lmproved Court for Playing the Ancient Game of Tennis (Campo Novo e Melhorado para Praticar o Velho Jogo de Tênis). Wingfield idealizara algumas regras novas e outro formato de quadra: parecida com uma ampulheta, constituída por dois campos de forma trapezoidal unidos pelas menores bases na linha onde se instalava a rede.
O tênis difundiu-se rapidamente na Inglaterra, também entre as mulheres, proibidas de praticar o cricket, muito popular na época. Com o tempo, cada clube da Inglaterra modificou as regras de acordo com suas vontades, até que em 1875 foi organizada uma comissão para modificar as regras do tênis e uniformizar o jogo. A quadra voltava a ser retangular, com medidas muito próximas as adotadas hoje, e passava a ter menor variação na altura da rede nos postes em relação ao centro (1,52 metro nos postes e cerca de 1,20 no centro). Em 1877, o regulamento foi estudado e melhorado. Henry Jones, um dos fundadores do All England Cricket Club, foi um dos responsáveis pelas novas regras e o idealizador do primeiro Torneio de Wimbledon, realizado no clube neste mesmo ano. O vencedor foi Spencer Gore.
A divisão atual dos pontos nas partidas disputadas em três ou cinco sets, divididos em seis games cada - segue o antigo padrão. O primeiro ponto é 15, o segundo 30, o terceiro 40 e o quarto é game (ou jogo). Cada game da partida tem os saques dados por um jogador, que vai tentar manter seu serviço. Um saque errado, na rede ou fora da quadra do adversário, dá direito a outro. Repetindo o erro, é ponto do adversário. Se a bola tocar no corpo do jogador ele também perde o ponto. Bola na linha é considerada dentro. Empates (iguais) em 40/40, devem ser resolvidos no deuce. Neste caso, ganha o game aquele que conseguir duas vantagens consecutivas.
Os golpes na bola podem ser basicamente de três tipos. A raquete pode bater "chapada" ou "na cara" da bola, sem produzir efeito. De baixo para cima, produzindo o efeito top spin ou de cima para baixo, com efeito under spin ou slice. Entre os outros golpes temos os winners, quando fica impossível ao outro jogador chegar na bola, seja pela distância ou quando é enganado, antecipando uma jogada e correndo para um lado da quadra, enquanto a bola vai para o lado oposto (contra-pé). Quando o jogador está na rede usa-se o lobby, encobrindo-o. Na situação inversa, quando está longe da rede, usa-se o drop shot (deixadinha), golpe dado na bola com força suficiente apenas para que ultrapasse a rede, com o adversário no fundo da quadra, sem tempo para correr e alcançar a bola. Além das variáveis determinadas pela habilidade de cada jogador, o tênis ainda conta com diferentes tipos de pisos nas quadras, que vão influenciar ainda mais o jogo de cada um. As quadras podem ser "rápidas", em superfícies como grama ou cimento, ou "lentas", em piso de saibro. Cada jogador tem mais facilidade num determinado tipo de piso, que se adapta melhor ao seu estilo de jogo.
Do tênis-arte de mestres como Bjorn Borg, onde a precisão dos voleios, as bolas colocadas e a genialidade das passadas eram fundamentos básicos nas grandes partidas, passamos para o tênis-força de hoje em dia, amado por uns e questionado por outros. A tendência natural dos esportes é ganhar mais velocidade, com a técnica e a preparação física tomando o lugar do simples talento ou da genialidade. As antigas raquetes de madeira evoluíram para o alumínio, a fibra de fibro, de carbono ou outros materiais especialmente desenvolvidos para elas. Cada vez mais leves, as raquetes atuais imprimem muito mais velocidade à bola, que, principalmente na categoria masculino, podem tornar o jogo aborrecido, sem muita troca de bolas.
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Carlos Fernando Rego Monteiro nasceu no Rio de Janeiro e é Editor do SPORTmania. Formado em Jornalismo, Engenharia e Análise de Sistemas, acompanha variadas modalidades esportivas desde a infância, já tendo escrito três livros: dois sobre automobilismo (Almanaque do Automobilismo e Rápidas Palavras) e um sobre basquete (Morada de Gigantes - Histórias de Araraquara e do Basquetebol da Uniara).
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