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A nação brasileira, para quem Senna era um herói, ficou chocada com o seu falecimento, de tal modo, que o Presidente da época, Itamar Franco decretou três dias de luto nacional.

O jogo de futebol entre o Flamengo e o Vasco da Gama foi precedido por um minuto de silêncio, quebrado, no entanto, pelos 75 000 espectadores presentes que entoavam o seu nome.

Milhares de fãs, juntaram-se, chorando, à frente do apartamento de Senna em São Paulo. Outros tantos, agruparam-se nos seus escritórios na baixa paulista.

Ao seu funeral compareceram praticamente todos os pilotos e donos de equipe. Gerard Berger, Emerson Fittipaldi e Rubens Barrichello estavam entre as pessoas que conduziram o féretro. As ruas de São Paulo encheram-se de milhares de fãs enlutados.

No Brasil, o seu maior herói desportivo é enterrado em cerimônia fúnebre digna do seu status. Jatos da Força Aérea Brasileira sobrevoaram São Paulo e uma saudação de 271 tiros de canhão ecoou pelas ruas da cidade que o viu nascer.

Os maiores vultos do automobilismo não pouparam palavras nas suas homenagens a Senna. Nigel Mansell, recordou que ambos "partilharam algumas das mais emocionantes corridas da história da F1", e afirmou ainda que "é impossível pôr em palavras a triste perda que foi para o desporto".

Nelson Piquet, tricampeão mundial tal como Senna, disse: "Esta é uma terrível perda, não apenas para o desporto, mas também para o nosso país. Não havia ninguém ao seu nível na Fórmula 1".

Emerson Fittipaldi, bicampeão referiu: "A vida de Ayrton Senna, foi um exemplo de dedicação e amor ao desporto difícil de igualar no panorama internacional". E acrescentou que o mundo tinha perdido o maior atleta da história do automobilismo. Pessoalmente "perdi um grande amigo".

Maurício Gugelmin, que partilhou com Senna uma casa, quando ambos corriam na Inglaterra, ficou chocado com a sua morte: "É muito triste perder alguém desta forma. Ayrton era um grande amigo. O modo como morreu ainda agravou mais a minha tristeza. Não consigo acreditar no que aconteceu".

Frank Williams, afirmou que a sua perda "foi impossível de quantificar". Todos os que tiveram a oportunidade de o conhecer, sentiram que tinham perdido alguém muito especial e acrescentou: "Todos nós, na Williams, vamos recordá-lo com respeito, admiração e afeição".

As homenagens continuaram quinze dias depois da sua morte, no Grande Prêmio de Mônaco. "Mônaco é muito especial para mim", disse Ayrton após a vitória de 1993. "Desde o meu primeiro pódio e mesmo depois das minhas seis vitórias, continua a ser especial".