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Era quase inevitável que o piloto de maior sucesso a nível mundial e a equipe de maior sucesso dos anos 90, se juntassem, criando assim a equipe de sonho.Em 1994, Ayrton Senna e a Williams-Renault deveriam ser imbatíveis. Porém, tal coisa nunca aconteceu.

"Este é o começo de uma nova fase na minha carreira", falou Senna com otimismo, em Janeiro de 1994. "Estou ansioso por este novo desafio". Ele estava muito contente de poder restabelecer o contato com Frank Williams e com a Renault.

"Sinto que é a concretização de um sonho. O Frank deu-me a primeira oportunidade de conduzir um Fórmula 1 e ganhei o meu primeiro Grande Prêmio com um motor Renault. Considero que este ano vai ser para mim um novo começo no automobilismo".

O anúncio público tinha sido feito a 11 de Outubro de 1993, um mês depois de Alain Prost ter conquistado o seu quarto título Mundial com a equipe e ter anunciado a retirada da modalidade.

"O abandono de Alain deixou-nos num dilema", disse Frank Williams. "O seu substituto mais apropriado só poderia ser Ayrton Senna. Sempre o admirei e a sua carreira fala por si". Em Adelaide, após ter ganho aquela que seria a sua última corrida com a McLaren, Senna puxou Prost para o centro do pódio como se pretendesse assinalar continuidade na sua mudança para o lugar do seu ex-colega de equipe. Tratou-se de um gesto espontâneo de reconciliação por parte do brasileiro, que não convenceu totalmente Prost.

No seu novo Williams-Renault FWI6, conseguiu a pole position em Interlagos, Aída e Imola. Surpreendido com o andamento do Benetton-Ford de Schumacher em Interlagos, Senna teve de dar o seu máximo nos treinos de qualificação para ficar na sua frente. Esta corrida era muito importante para ele. Apesar de ter conseguido a volta mais rápida nos treinos de sexta-feira, Senna estava ciente das fraquezas do seu FWI6. "Na minha opinião, temos de fazer alguns melhoramentos e com sorte conseguiremos que o carro ande um pouco mais rápido.

No dia da corrida, ele percebeu que o seu sonho de dominar a temporada de 1994 seria muito difícil de concretizar. Após ter perdido a liderança para o alemão, Senna fez um enorme esforço para se recuperar. Porém neste seu esforço e após cinquenta e seis voltas, saiu da pista.

Na corrida seguinte, no novo circuito em Aída no Japão, ele voltou a não terminar. Mais uma vez, é o mais rápido nos treinos de qualificação, conseguindo a sua 64ª pole, mas Schumacher estava extremamente próximo.

O alemão foi mais rápido e Senna foi batido na largada. À medida que se aproximava da primeira curva, o McLaren-Peugeot de Mika Hakkinnen tentou ultrapassá-lo, tocam-se e o Williams roda para a esquerda e Nicola Larini bateu-lhe de lado. Foi abandono imediato para ambos.