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Ayrton Senna sempre teve nos negócios o mesmo empenho e vontade de vencer que lhe eram tão característicos como piloto. O que, combinado com a sua fabulosa capacidade de ganhar com as corridas, qualquer coisa como 25 milhões de dólares por temporada - em 1993 ele chegou a receber um milhão por corrida - o ajudaram a construir um imenso império financeiro.

Com seu jato particular ele viajava pelo mundo e no Brasil se utilizava de um helicóptero para se locomover. Os seus negócios eram dirigidos a partir dos sete últimos andares do Edifício Vari de 16 andares, localizado em São Paulo, também de sua propriedade.

Mas a família sempre foi o maior apoio de Ayrton, e nos negócios não foi exceção. O seu pai Milton, o seu irmão Leonardo e o seu primo Fábio Machado, sendo também seus sócios, tinham posições chave na administração das suas empresas.

Entre elas encontra-se uma gigantesca firma de licenciamento que girava à volta do conhecido logotipo "S". Ayrton possuía ainda um contrato de franchising com a Audi para o Brasil. A partir do Edifício Vari, eram também coordenados os milhares de clubes de fãs espalhados por todo o mundo.

Mas foi em 1994 que Senna lançou o seu mais ambicioso projecto: Senninha, o personagem de revista em quadrinho desenhado baseado em si próprio. O primeiro número saiu na época do Grande Prêmio do Brasil. O segundo, foi para as bancas no trágico fim de semana de Imola.

Senna deu ainda o seu nome a diversos produtos de qualidade, como iates, motos, jet-skis, mountain bikes bem como vários acessórios pessoais. Para 1994 planejava lançar um produto por cada Grande Prêmio.

O pouco tempo de que dispunha levava-o a delegar grande parte do trabalho de coordenação de todas estas atividades na família. Porém, as decisões eram sempre tomadas por si, sendo para tal permanentemente informado.